Alan Weiss não tem papas na língua

Recentemente conheci o trabalho do Alan Weiss. É um desses palestrantes, coachs, consultores, faz-tudo que tem de rodo na internet. Mas o Alan Weiss é dos bons e cobra caro! Que tal passar 2 dias e meio numa turminha particular de 12 pessoas pela bagatela de US$ 17.500? Isso dá uns R$ 2.000 por hora!

Quem lê o Alan Weiss pela sua página do Facebook ou pelo seu blog ou pelo seu podcast pode ver que ele é um mala, mas fala grandes verdades e é isso que interessa. O material disponível dele em português são os livros O Palestrante de Ouro, O Coach de Ouro e O Consultor de Ouro, consideradas bíblias para quem quer seguir nessas profissões.

E essa postagem do dia 16 de outubro de 2017 me chamou a atenção por ele dizer algo que eu sempre digo: não tem como o professor obrigar um aluno a aprender algo. A condição primordial do aprendizado é o profundo interesse do aluno e embora o professor tenha como influenciar ele não tem como garantir o aprendizado.

 

Minha vida tornou-se muito mais fácil há muitos anos quando eu aprendi que não posso forçar ninguém a aprender. Eu parei de julgar o meu sucesso com base na aplicação imediata de meu treinamento ou se eles gostavam de mim ou não!

O que posso fazer, e muito bem, é criar o ambiente no qual as pessoas estão mais aptas a aprender e optam por dedicar-se. Epistemologicamente, consideramos que a responsabilidade individual e o meio ambiente são essenciais. Basta perguntar Isaac Newton ou aos irmãos Wright. E é por isso que muitos de nós achamos muita escola tão chata – não é que nós somos “lentos” ou desinteressados, é que estamos entediados por instrutores ineficazes e ambientes horríveis.

Eu vejo que minha responsabilidade é tornar o aprendizado divertido, relevante, estético e imediatamente aplicável. Eu não lido com teorias mas sim em mostrar na hora o que as pessoas precisam para ser bem sucedidas. Depois disso, cabe ao indivíduo. Marshall Goldsmith e eu muitas vezes discutimos o fato de que, se pudéssemos ajudar uma única pessoa que realmente quer ser ajudada, isso já seria um sucesso. E para citar outro colega e um dos gigantes nessa área, Robert Mager, “Você realmente tem que querer”.

Diga-me e esqueço. Ensine-me e lembro-me. Envolva-me e eu aprendo. -Benjamin Franklin

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